
HISTÓRIA, GEOGRAFIA, SOCIOLOGIA, FILOSOFIA E CULTURA. HISTORIADOR E PROFESSOR DE CIÊNCIAS SOCIAIS
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
ELEIÇÕES 2010

quarta-feira, 28 de outubro de 2009
História das Copas

Até hoje já foram realizadas 17 Copas, em 15 países, de três continentes diferentes. No total, 27.499.092 pessoas assistiram às partidas nos estádios que abrigaram a competição. Outras centenas milhões acompanharam as transmissões do evento pela televisão e pelo rádio. Em 75 anos de Mundial, a bola já balançou a rede 1920 vezes.
Setenta nações disputaram a Copa desde a sua primera edição, no Uruguai, em 1930. Algumas mudaram de nome, outras nem existem mais. A Fifa, organizadora do torneio, possui mais filiados do que a própria ONU (Organização das Nações Unidas).
Tudo começou com o sonho e a dedicação do francês Jules Rimet em organizar um torneio envolvendo seleções de vários países. O primeiro troféu, que levava o nome do idealizador, teve sua posse definitiva conquistado pelo Brasil. A nova taça, de posse transitória, chama-se simplesmente "Copa do Mundo".
Em 2006, a Alemanha receberá a 18ª Copa da história em momento diferente de quando recebeu o torneio pela primeira vez, em 1974. À época, o país era dividido pela Guerra Fria em Ocidental e Oriental. Os alemães do oeste viram a seleção da casa faturar seu segundo título.
A edição de 2010 da Copa também já tem sua sede definida. Pela primeira vez, o continente africano receberá a competição, mais especificamente a África do Sul.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Gripe "Suína"

A gripe suina tem seu contágio através das vias aéreas, como a gripe comum, com contato diretamente ou indiretamente, por meio das mãos com objetos contaminados, o vírus também se espalha, inclusive pelo próprio ar ambiente. A contaminação pela carne suína, esta descartada, desde que se cozinha a mesma à 71 graus Celsius, eles afirmam que o vírus não sobrevive.
Gripe Suina Contágio
Sintomas da Gripe Suína
Os sintomas são muito parecidos com a gripe comum, estão incluídos: febre alta, cansaço, dores musculares, tosse, fadiga, surgiram pessoas com vômitos e diarréias. Para os porcos já existem vacinas, mas para os seres humanos ainda não temos nada, e pode levar uns 6 meses para que isso ocorra.
O medicamento oseltamivir segundo a OMS, mostrou eficiência nos primeiros testes contra o vírus H1N1, mas não se pode afirmar totalmente ainda tal efeito. O que podemos fazer é sempre estar lavando as mãos, mesmo porque temos que evitar as gripes comuns, que também pode trazer consequências.
O governo deve ser rigoroso nos vôos vindo do exterior, certificando que nenhum passageiro, esteja contaminado, pois mesmo que os sintomas da gripe, não esteja aparente, temos que estar alerta por um período, pois algumas delas vieram de paises que já estão contaminados. Ter a lista de passageiros desse período, e verificar se após alguns dias no nosso país, nenhum deles esteja apresentando algum sintoma, é sempre bom estar em alerta e conscientizar a todos.
O que é a doença Gripe A?
Chamada popularmente de gripe suína, trata-se de uma doença respiratória que surgiu entre os porcos, provocada por um vírus influenza do tipo A, que ataca aves, suínos e humanos. Esses vírus têm alto poder de mutação e contaminação. Por isso, é mais letal que o da gripe comum
Contágio da Gripe Suina
Esse vírus pode passar, por proximidade, dos porcos para os seres humanos. Pela tosse ou pelo espirro de pacientes infectados, a gripe pode ser transmitida entre as pessoas. Não há contaminação ao comer a carne de porco cozida (a 70°) porque os vírus da gripe suína são destruídos a essa temperatura.
OBS: Ao facilitar a transmissão do vírus da Gripe Suína, indivíduos podem favorecer que ele se torne mais agressivo, expondo toda a população a uma forma mais grave da doença” diz o infectologista Artur Timerman.
Sendo assim ,previna-se lavando as mãos pelo menos 10 vezes por dia, principalmente quando sair, ou tiver contato com pessoas que sairam, essas também tem que lavar suas mãos.
Sintomas complemento da gripe
Os sinais são semelhantes aos da gripe comum, porém, mais agudos e incluem febre acima de 38°, moleza, falta de apetite e tosse. Coriza clara, garganta seca, náusea, vômito e diarréia também podem acontecer; assim como, dores de cabeça, irritação nos olhos e dor muscular e articular.
Fazer o diagnóstico
Só se consegue a certeza isolando-se o vírus influenza tipo A, analisando amostras respiratórias dos pacientes, nos primeiros 4 a 5 dias ou até 10 dias em crianças.
quarta-feira, 18 de março de 2009
Revolução Industrial

A substituição das ferramentas pelas máquinas, da energia humana pela energia motriz e do modo de produção doméstico pelo sistema fabril constituiu a Revolução Industrial; revolução, em função do enorme impacto sobre a estrutura da sociedade, num processo de transformação acompanhado por notável evolução tecnológica.
A Revolução Industrial aconteceu na Inglaterra na segunda metade do século XVIII e encerrou a transição entre feudalismo e capitalismo, a fase de acumulação primitiva de capitais e de preponderância do capital mercantil sobre a produção. Completou ainda o movimento da revolução burguesa iniciada na Inglaterra no século XVII.
Etapas da industrialização
Podem-se distinguir três períodos no processo de industrialização em escala mundial:
1760 a 1850 – A Revolução se restringe à Inglaterra, a "oficina do mundo". Preponderam a produção de bens de consumo, especialmente têxteis, e a energia a vapor.
1850 a 1900 – A Revolução espalha-se por Europa, América e Ásia: Bélgica, França, Alemanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Rússia. Cresce a concorrência, a indústria de bens de produção se desenvolve, as ferrovias se expandem; surgem novas formas de energia, como a hidrelétrica e a derivada do petróleo. O transporte também se revoluciona, com a invenção da locomotiva e do barco a vapor.
1900 até hoje – Surgem conglomerados industriais e multinacionais. A produção se automatiza; surge a produção em série; e explode a sociedade de consumo de massas, com a expansão dos meios de comunicação. Avançam a indústria química e eletrônica, a engenharia genética, a robótica.
Artesanato, manufatura e maquinofatura
O artesanato, primeira forma de produção industrial, surgiu no fim da Idade Média com o renascimento comercial e urbano e definia-se pela produção independente; o produtor possuía os meios de produção: instalações, ferramentas e matéria-prima. Em casa, sozinho ou com a família, o artesão realizava todas as etapas da produção.
A manufatura resultou da ampliação do consumo, que levou o artesão a aumentar a produção e o comerciante a dedicar-se à produção industrial. O manufatureiro distribuía a matéria-prima e o artesão trabalhava em casa, recebendo pagamento combinado. Esse comerciante passou a produzir. Primeiro, contratou artesãos para dar acabamento aos tecidos; depois, tingir; e tecer; e finalmente fiar. Surgiram fábricas, com assalariados, sem controle sobre o produto de seu trabalho. A produtividade aumentou por causa da divisão social, isto é, cada trabalhador realizava uma etapa da produção.
Na maquinofatura, o trabalhador estava submetido ao regime de funcionamento da máquina e à gerência direta do empresário. Foi nesta etapa que se consolidou a Revolução Industrial.
O pioneirismo inglês
Quatro elementos essenciais concorreram para a industrialização: capital, recursos naturais, mercado, transformação agrária.
Na base do processo, está a Revolução Inglesa do século XVII. Depois de vencer a monarquia, a burguesia conquistou os mercados mundiais e transformou a estrutura agrária. Os ingleses avançaram sobre esses mercados por meios pacíficos ou militares. A hegemonia naval lhes dava o controle dos mares. Era o mercado que comandava o ritmo da produção, ao contrário do que aconteceria depois, nos países já industrializados, quando a produção criaria seu próprio mercado.
Até a segunda metade do século XVIII, a grande indústria inglesa era a tecelagem de lã. Mas a primeira a mecanizar-se foi a do algodão, feito com matéria-prima colonial (Estados Unidos, Índia e Brasil). Tecido leve, ajustava-se aos mercados tropicais; 90% da produção ia para o exterior e isto representava metade de toda a exportação inglesa, portanto é possível perceber o papel determinante do mercado externo, principalmente colonial, na arrancada industrial da Inglaterra. As colônias contribuíam com matéria-prima, capitais e consumo.
Os capitais também vinham do tráfico de escravos e do comércio com metrópoles colonialistas, como Portugal. Provavelmente, metade do ouro brasileiro acabou no Banco da Inglaterra e financiou estradas, portos, canais. A disponibilidade de capital, associada a um sistema bancário eficiente, com mais de quatrocentos bancos em 1790, explica a baixa taxa de juros; isto é, havia dinheiro barato para os empresários.
Depois de capital, recursos naturais e mercado, vamos ao quarto elemento essencial à industrialização, a transformação na estrutura agrária após a Revolução Inglesa. Com a gentry no poder, dispararam os cercamentos, autorizados pelo Parlamento. A divisão das terras coletivas beneficiou os grandes proprietários. As terras dos camponeses, os yeomen, foram reunidas num só lugar e eram tão poucas que não lhes garantiam a sobrevivência: eles se transformaram em proletários rurais; deixaram de ser ao mesmo tempo agricultores e artesãos.
Duas conseqüências se destacam: 1) diminuiu a oferta de trabalhadores na indústria doméstica rural, no momento em que ganhava impulso 0 mercado, tornando-se indispensável adotar nova forma de produção capaz de satisfazê-lo; 2) a proletarização abriu espaço para o investimento de capital na agricultura, do que resultaram a especialização da produção, o avanço técnico e o crescimento da produtividade.
A população cresceu, o mercado consumidor também; e sobrou mão-de-obra para os centros industriais.
sábado, 14 de março de 2009
República Velha

Os treze presidentes. Ao longo da República Velha, que é a denominação convencional para a história republicana que vai da proclamação (1889) até a ascensão de Getúlio Vargas em 1930, o Brasil conheceu uma seqüência de treze presidentes. O traço mais saliente dessa primeira fase republicana encontra-se no fato de que a política esteve inteiramente dominada pela oligarquia cafeeira, em cujo nome e interesse o poder foi exercido.
Desses treze presidentes, três foram vices que assumiram o poder: Floriano Peixoto, em virtude da renúncia de Deodoro da Fonseca; Nilo Peçanha, pela morte de Afonso Pena; e, finalmente, Delfim Moreira, pela morte de Rodrigues Alves, ocorrida logo após a sua reeleição.
Governo Provisório (1889-1891). Proclamada a República, na mesma noite de 15 de novembro de 1889 formou-se o Governo Provisório, com o Marechal Deodoro como chefe de governo. Eis o primeiro ministério da República:
• Interior: Aristides da Silveira Lobo;
• Relações Exteriores: Quintino Bocaiúva; • Fazenda: Rui Barbosa;
• Guerra: tenente-coronel Benjamin Constant;
• Marinha: Eduardo Wandenkolk;
• Agricultura, Comércio e Obras Públicas: Demétrio Nunes Ribeiro;
• Justiça: Manuel Ferraz de Campos Sales.
Primeiras medidas. O Governo Provisório, assim formado, decretou o regime republicano e federalista e a transformação das antigas províncias em "estados" da federação. O Império do Brasil chamava-se, agora, com a República, Estados Unidos do Brasil - o seu nome oficial.
Em caráter de urgência, foram tomadas também as seguintes medidas: a "grande naturalização", que ofereceu a cidadania a todos os estrangeiros residentes; a separação entre Igreja e Estado e o fim do padroado; a instituição do casamento e do registro civil. Porém, dentre as várias medidas, destaca-se particularmente o "encalhamento", adotado por Rui Barbosa, então ministro da Fazenda.
O “encilhamento”. Na corrida de cavalos, a iminência da largada era indicada pelo seu encalhamento, isto é, pelo momento em que se apertavam com as cilhas (tiras de couro) as selas dos cavalos. É o instante em que as tensões transparecem no nervosismo das apostas. Por analogia, chamou-se "encilhamento" à politica de emissão de dinheiro em grande quantidade que redundou numa desenfreada especulação na Bolsa de Valores.
Para compreender por que o Governo Provisório decidiu emitir tanto papel-moeda, é preciso recordar que, durante a escravidão, os fazendeiros se encarregavam de fazer as compras para si e para seus escravos e agregados. E o mercado de consumo estava praticamente limitado a essas compras, de modo que o dinheiro era utilizado quase exclusivamente pelas pessoas ricas. Por essa razão, as emissões de moeda eram irregulares: emitia-se conforme a necessidade e sem muito critério.
A situação mudou com a abolição da escravatura e a grande imigração. Com o trabalho livre e assalariado, o dinheiro passou a ser utilizado por todos, ampliando o mercado de consumo.
Para atender à nova necessidade, o Governo Provisório adotou uma política emissionista em 17 de janeiro de 1890. O ministro da Fazenda, Rui Barbosa, dividiu o Brasil em quatro regiões, autorizando em cada uma delas um banco emissor. As quatro regiões autorizadas eram: Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. O objetivo da medida era o de cobrir as necessidades de pagamento dos assalariados - que aumentaram desde a abolição - e, além disso, expandir o crédito a fim de estimular a criação de novas empresas.
Todavia, a desenfreada política emissionista acarretou uma inflação* incontrolável, pois os "papéis pintados" não tinham como lastro outra coisa que não a garantia do governo. Por isso, o resultado foi muito diverso do esperado: em vez de estimular a economia a crescer, desencadeou uma onda especulativa. Os especuladores criaram projetos mirabolantes e irrealizáveis e, em seguida, lançaram as suas ações na Bolsa de Valores, onde eram vendidas a alto preço. Desse modo, algumas pessoas fizeram fortunas da noite para o dia, enquanto seus projetos permaneciam apenas no papel.
Em 1891, depois de um ano de orgia especulativa, Rui Barbosa se deu conta do caráter irreal de sua medida e tentou remediá-la, buscando unificar as emissões no Banco da República dos Estados Unidos do Brasil. Mas a demissão coletiva do ministério naquele mesmo ano frustrou a sua tentativa.
A Constituição de 1891
Características. Logo após a proclamação da República, foi convocada uma Assembléia Constituinte para elaborar uma nova Constituição, promulgada em 24 de fevereiro de 1891.
A nova Constituição inspirou-se no modelo norte-americano, ao contrário da Constituição imperial, inspirada no modelo francês.
Segundo a Constituição de 1891, o nosso país estava dividido em vinte estados (antigas províncias) e um Distrito Federal (ex-município neutro). Cada estado era governado por um “presidente”. Declarava também que o Brasil era uma república representativa, federalista e presidencialista.
A Consolidação da República (1891-1894)
“Em vez de quatro poderes, como no Império, foram adotados três: Executivo, Legislativo e Judiciário”.
Executivo, exercido pelo presidente da República, eleito por voto direto, por quatro anos, com um vice-presidente, que assumiria a presidência no afastamento do titular, efetivando-se, sem nova eleição, no caso de afastamento definitivo depois de dois anos de exercício.
Legislativo, com duas casas temporárias Câmara dos Deputados e Senado Federal que, reunidos, formavam o Congresso Nacional (...).
Judiciário, com o Supremo Tribunal Federal, como órgão máximo, cuja instalação foi providenciada pelo Decreto n° 1, de 26 de fevereiro de 1891, que também dispôs sobre os funcionários da Justiça Federal. Os três poderes exercer-se-iam harmoniosa, mas independentemente.”
Civis e militares. A República foi obra, basicamente, dos partidos republicanos - notadamente o de São Paulo -, unidos aos militares de tendência positivista. Porém, tão logo o grande objetivo foi atingido, ocorreu a cisão entre os "republicanos históricos" e os militares. As divergências giraram em torno da questão federalista: os civis defendiam o federalismo e os militares eram centralistas, portanto partidários de um poder central forte.
A eleição de Deodoro. Conforme ficara estabelecido, a Assembléia Constituinte, após a elaboração da nova Constituição, transformou-se em Congresso Nacional, encarregado de eleger o primeiro presidente da República. Para essa eleição apresentaram-se duas chapas: a primeira era encabeçada por Deodoro da Fonseca para presidente e o almirante Eduardo Wandenkolk para vice, a segunda era constituída por Prudente de Morais para presidente e o marechal Floriano Peixoto para vice.
A eleição realizou-se em meio a tensões muito grandes entre militares e civis, pois o Congresso Nacional era francamente contrário a Deodoro. Em primeiro lugar, porque este ambicionava fortalecer o seu poder, chegando mesmo a se aproximar de monarquistas confessos, como o barão de Lucena, a quem convidou para formar o segundo ministério no Governo Provisório, após a renúncia coletiva do primeiro. Em segundo, devido à impopularidade de e ao desgaste de Deodoro, motivados pelas crises desencadeadas pelo "encilhamento", pelas quais, junto com Rui Barbosa, era direta mente responsável.
Prudente de Morais tinha a maioria. Teoricamente seria eleito. Contudo, os militares ligados a Deodoro fizeram ameaças, pressionando o Congresso a elegê-lo. E foi o que aconteceu, embora por uma pequena margem de votos. O vice de Deodoro, entretanto, foi derrotado por ampla diferença por Floriano Peixoto.
A renúncia de Deodoro. Deodoro, finalmente eleito presidente pelo Congresso, não conseguiu governar com este último. Permanentemente hostilizado pelo Congresso, buscou o apoio dos governos dos estados. Na oposição estavam o mais poderoso dos estados - São Paulo - e o mais influente dos partidos - o PRP (Partido Republicano Paulista).
Em 3 de novembro de 1891, a luta chegou ao auge. Sem levar em conta a proibição constitucional, Deodoro fechou o Congresso e decretou o estado de sítio, a fim de neutralizar qualquer reação e tentar reformar a Constituição, no sentido de conferir mais poderes ao Executivo.
Porém, o golpe fracassou. As oposições - tanto civis como ' 'tares - cresceram e culminaram com a rebelião do contra-almirante Custódio de Melo, que ameaçou bombardear o Rio de Janeiro com os navios sob seu comando. Deodoro renunciou, assumindo em seu lugar Floriano Peixoto.
Floriano Peixoto (1891-1894). A ascensão de Floriano foi considerada como o retorno à legalidade. As Forças Armadas - Exército e Marinha - e o Partido Republicano Paulista apoiaram o novo governo. Os primeiros atos de Floriano foram: a anulação do decreto que dissolveu o Congresso; a derrubada dos governos estaduais que haviam apoiado Deodoro; o controle da especulação financeira e da especulação com gêneros alimentícios, através de seu tabelamento. Tais medidas desencadearam, imediatamente, violentas reações contra Floriano. Para agravar ainda mais a situação, a esperada volta à legalidade não aconteceu.
De fato, para muitos, era preciso convocar rapidamente uma nova eleição presidencial, conforme estabelecia o artigo 42 da Constituição, no qual se lia:
Art. 42 - Se, no caso de vaga, por qualquer causa, da presidência ou vice-presidência, não houverem ainda decorrido dois anos do período presidencial, proceder-se-á à nova eleição.
Floriano não convocou nova eleição e permaneceu no firme propósito de concluir o mandato do presidente renunciante. A alegação de Floriano era de que a lei só se aplicava aos presidentes eleitos diretamente pelo povo. Ora, como a eleição do primeiro presidente fora indireta, feita pelo Congresso, Floriano simplesmente ignorou a lei.
O manifesto dos treze generais. Contra as pretensões de Floriano, treze oficiais (generais e almirantes) lançaram um manifesto em abril de 1892, exigindo a imediata realização das eleições presidenciais, como mandava a Constituição. A reação de Floriano foi simples: afastou os oficiais da ativa, reformando-os.
A revolta da Armada. Essa inabalável firmeza de Floriano frustrou os sonhos do contra-almirante Custódio de Melo, que ambicionava a presidência. Levadas por razões de lealdade pessoal, as Forças Armadas se dividiram. Custódio de Melo liderou a revolta da Armada estacionada na baía de Guanabara (1893). Essa rebelião foi imediatamente apoiada pelo contra-almirante Saldanha da Gama, diretor da Escola Naval, conhecido por sua posição monarquista.
A revolução federalista. No Rio Grande do Sul, desde 1892, uma grave dissensão política conduzira o Partido Republicano Gaúcho e o Federalista ao confronto armado. Os partidários do primeiro, conhecidos como "picapaus", eram apoiados por Floriano, e os do segundo, chamados de "maragatos", aderiram à rebelião de Custódio de Melo.
Floriano, o Marechal de Ferro. Contra as rebeliões armadas, Floriano agiu energicamente, graças ao apoio do Exército e do PRP (Partido Republicano Paulista), o que lhe valeu a alcunha de Marechal de Ferro. Retomando o controle da situação ao reprimir as revoltas, Floriano aplainou o caminho para a ascensão dos civis.
A "Política dos Governadores" e a Constituição da República Oligárquica
A hegemonia dos cafeicultores. Vimos anteriormente que a República tornou-se possível, em grande parte, graças à aliança entre militares e fazendeiros de café. Esses dois grupos tinham, entretanto, dois projetos distintos em relação à forma de organização do novo regime: os primeiros eram centralistas e os segundos, federalistas. Os militares não eram suficientemente poderosos para impor o seu projeto nem contavam com aliados que pudessem lhes dar o poder de que precisavam.
Os cafeicultores, ao contrário, contavam com um amplo arco de aliados potenciais e compunham, economicamente, o setor mais poderoso da sociedade. A partir de Prudente de Morais, que, em 1894, veio a suceder Floriano, o poder passou definitivamente para esses grandes fazendeiros. Mas foi com Campos Sales (189& 1902) que uma fórmula política duradoura de dominação foi finalmente elaborada: a "política dos governadores”.
A "política dos governadores". Criada por Campos Sales (1898-1902), a "política dos governadores" consistia no seguinte: o presidente da República apoiava, com todos os meios ao seu alcance, os governadores estaduais e seus aliados (oligarquia estadual dominante) e, em troca, os governadores garantiriam a eleição, para o Congresso, dos candidatos oficiais. Desse modo, o poder Legislativo, constituído por deputados e senadores aliados do presidente - poder Executivo -, aprovava as leis de seu interesse. Estava afastado assim o conflito entre os dois poderes.
Em cada estado existia, portanto, uma minoria (oligarquia) dominante, que, aliando-se ao governo federal, se perpetuava no poder. Existia também uma oligarquia que dominava o poder federal, representada pelos políticos paulistas e mineiros. Essa aliança entre São Paulo e Minas - que eram os estados mais poderosos -, cujos lideres políticos passaram a se revezar na presidência, ficou conhecida como a "política do café com leite".
A Comissão de Verificação. As peças para o funcionamento da "política dos governadores" foram, basicamente, a Comissão de Verificação e o coronelismo. As eleições na República Velha não eram, como hoje, garantidas por uma justiça eleitoral. A aceitação dos resultados de um pleito era feita pelo poder Legislativo, através da Comissão de Verificação. Essa comissão, formada por deputados, é que oficializava os resultados das eleições.
O presidente da República podia, portanto, através do controle que tinha sobre a Comissão de Verificação, legalizar qualquer resultado que conviesse aos seus interesses, mesmo no caso de fraudes, que, aliás, não eram raras.
O coronelismo. O título de "coronel", recebido ou comprado, era uma patente da Guarda Nacional, criada durante a Regência, como já vimos. Geralmente, o termo era utilizado para designar os fazendeiros ou comerciantes mais ricos da cidade e havia se espalhado por todos os municípios.
Durante o Segundo Reinado, os localismos haviam sido sufocados pela política centralizadora, mas eles renasceram às vésperas da República. Com a proclamação e a adoção do federalismo, os coronéis passaram a ser as figuras dominantes do cenário político dos municípios.
Em torno dos coronéis giravam o membros das oligarquias locais e regionais. O seu poder residia no controle que exerciam sobre os eleitores. Todos eles tinham o seu "curral" eleitoral, isto é, eleitores cativos que votavam sempre nos candidatos por eles indicados, em geral através de troca de favores fundados na relação de compadrio. Assim, os votos despejados nos candidatos dos coronéis ficaram conhecidos como "votos de cabresto”. Porém, quando a vontade dos coronéis não era atendida, eles a impunham com seus bandos armados - os jagunços -, que garantiam a eleição de seus candidatos pela violência.
A importância do coronel media-se, portanto, por sua capacidade de controlar o maior número de votos, dando-lhe prestígio fora de seu domínio local. Dessa forma, conseguia obter favores dos governantes estaduais ou federais, o que, por sua vez, lhe dava condições para preservar o seu domínio.
O Crescimento do Mercado Interno
O mercado consumidor. Na última década do século XIX, o mercado de consumo se expandiu e se transformou estruturalmente devido à implantação do trabalho livre.
Conforme já mencionamos, na época da escravidão, os senhores concentravam o poder de compra, já que eles adquiriam os produtos necessários não apenas para si e sua família, mas também para os escravos. Assim, antes da maciça imigração européia, a parte mais importante do mercado de consumo era representada quase exclusivamente pelos fazendeiros.
A implantação do trabalho livre emancipou não apenas os escravos, mas também os consumidores, pois a intermediação dos fazendeiros, embora não desaparecesse completamente, começou, gradativamente, a perder importância. Consumidores, com dinheiro na mão, decidiam por si mesmos o que e onde comprar. Com isso, o mercado de consumo se pulverizou. Conforme veremos adiante, esse crescimento e segmentação do mercado de consumo exerceu uma pressão poderosa no sentido da modernização da economia brasileira.
A tradição da monocultura. Entretanto, o principal setor da economia - a cafeicultura - continuava crescendo dentro de padrões coloniais. Na verdade, a cafeicultura não apenas precisava preservar o caráter colonial da economia brasileira, mas também ajudava a mantê-lo. Como no passado, a economia cafeeira estava inteiramente organizada para abastecer o mercado externo, no qual, por sua vez, adquiria os produtos manufaturados de que precisava.
Esse padrão econômico tinha como conseqüência o fraco desenvolvimento tanto da produção de produtos manufaturados, mesmo os de consumo corrente, quanto da agricultura de subsistência.
Com o crescimento do mercado de consumo que se seguiu à abolição, as importações aumentaram, pois até produtos alimentícios eram trazidos de fora.
O endividamento externo. As exportações, todavia, não cresceram na mesma proporção, de modo que, para financiar as importações, o governo começou a se endividar continuamente. Esses empréstimos eram contratados sobretudo na Inglaterra, que, assim, tornou-se a maior credora do Brasil. Enfim, chegou-se a um ponto em que as dívidas se acumularam a ponto de desencadear uma crise por falta de capacidade de o país saldar as suas dívidas externas.
O funding loan. Em 1898, antes mesmo de Campos Sales tomar posse, o ministro da Fazenda, Joaquim Duarte Murtinho, foi à Inglaterra renegociar a dívida. Conhecido como funding loan (empréstimo de consolidação), o acordo financeiro negociado com os credores consistiu no seguinte: o Brasil substituiu o pagamento em dinheiro por pagamento em títulos dos juros dos empréstimos anteriores e um novo empréstimo lhe foi concedido para criar condições futuras de pagamento dos débitos.
O estímulo à industrialização. Diante de tal situação, o governo federal adotou uma política para desestimular as importações. Acontece que, com a República, a arrecadação dos impostos fora dividida do seguinte modo: os estados ficavam com os impostos sobre as exportações, e o governo federal com os impostos sobre as importações. Ora, desestimular as importações significaria diminuir as suas receitas. Por essa razão, o governo federal recorreu ao imposto de consumo, que já havia sido instituído, mas até então não tinha sido cobrado.
Observemos que a simples instituição do imposto de consumo indicava que o mercado de consumo já havia atingido dimensões significativas e revelava a expectativa do governo em relação ao seu crescimento. E isso testemunhava a importância já adquirida pelo mercado interno.
Devido aos problemas gerados pelo aumento do consumo, o governo federal foi obrigado a estimular a produção interna a fim de diminuir as importações. Esse problema não existiria se as exportações, principalmente do café, fossem suficientes para cobrir todos os gastos com as importações. Não era esse o caso. Entretanto, para que o modelo agroexportador fosse preservado, era necessário criar condições para o abastecimento através da produção nacional própria. Foi por esse motivo que a industrialização começou a ser estimulada no Brasil.
A Política de Valorização do Café
A organização da economia cafeeira. As fazendas de café estavam espalhadas pelo interior, distantes dos grandes centros urbanos onde a produção era vendida. Com as precárias condições de transporte, aliadas ao fato de que os fazendeiros administravam diretamente as suas propriedades, os cafeicultores acabaram delegando a terceiros (os chamados comissários) a colocação de sua produção no mercado.
Esses encarregados da negociação das safras nos grandes centros eram, de início, pessoas de confiança com a incumbência de realizar as operações no lugar do fazendeiro. Aos poucos, de simples encarregados, esses comissários começaram a concentrar em suas mãos as safras de vários fazendeiros, tornando-se importantes intermediários entre produtores e exportadores, em geral estrangeiros.
As casas comissárias que então se organizaram passaram a negociar em grande escala o café de várias procedências. Com o tempo, apareceu um novo intermediário: os ensacadores. Estes compravam o café das casas comissárias, classificavam e uniformizavam o produto, adaptando-o ao gosto dos consumidores estrangeiros e, finalmente, o revendiam aos exportadores.
Com a profissionalização dos comissários, estes começaram a atuar também como banqueiros dos cafeicultores, financiando a produção por conta da safra a ser colhida.
Por volta de 1896, esse esquema começou a mudar. Os exportadores (estrangeiros), com a finalidade de aumentar os seus lucros, passaram a procurar diretamente os fazendeiros para negociar a compra antecipada das safras. Com seus representantes percorrendo as fazendas para fechar negócio, essa nova relação entre produtores e exportadores indicava, na verdade, que o mercado brasileiro encontravase em fase de profunda transformação.
De fato, conforme o esquema até então vigente, os comissários não apenas intermediavam a venda das safras, como também intermediavam a compra dos fazendeiros nas grandes casas importadoras de produtos de consumo estrangeiros. O esquema, portanto, era o seguinte: fazendeiros - comissários - ensacadores ---c› exportadores/importadores comissários - fazendeiros.
A decisão dos exportadores em negociar a safra diretamente com os fazendeiros modificou também a forma de atuação dos importadores que, não dispondo mais do comissário que intermediava as compras para o fazendeiro, tiveram de espalhar agentes e representantes de vendas pelo interior. O mercado ficou mais segmentado mas, em compensação, mais livre.
A crise de superprodução. Contudo, desde 1895, a economia cafeeira não andava bem. Enquanto a produção do café crescia em ritmo acelerado, o mercado consumidor europeu e norte-americano não se expandia no mesmo ritmo. Conseqüentemente, sendo a oferta maior que a procura, o preço do café começou a despencar no mercado internacional, trazendo sérios riscos para os fazendeiros.
Nos primeiros dois anos do século XX, o Brasil havia produzido pouco mais de 1 milhão de sacas acima da capacidade de consumo do mercado internacional. Essa cifra saltou para mais de 4 milhões em 1906, alarmando a cafeicultura.
O Convênio de Taubaté (1906). Para solucionar o problema, os governadores de São Paulo, Minas Gerais e Rio de janeiro reuniam-se na cidade de Taubaté, no interior de São Paulo. Decidiu-se então que, a fim de evitar a queda de preço, os governos estaduais interessados deveriam contrair empréstimos no exterior para adquirir parte da produção que excedesse o consumo do mercado internacional. Dessa maneira, a oferta ficaria regulada e o preço poderia se manter. Teoricamente, o café estocado deveria ser liberado quando a produção, num dado ano, fosse insuficiente. Ao lado disso, decidiu-se desencorajar o plantio de novos cafezais mediante a cobrança de altos impostos. Estabelecia-se, assim, a primeira política de valorização do café.
O governo federal foi contra o acordo, mas a solução do Convênio de Taubaté acabou se impondo. De 1906 a 1910, quando terminou o acordo, perto de 8 500 000 sacas de café haviam sido retiradas de circulação.
O acordo não foi propriamente uma solução, mas um simples paliativo. E o futuro da economia cafeeira continuou incerto.
Desenvolvimento Tecnológico

Historicamente, a tecnologia está relacionada à evolução e mudanças dos fatos e situações que ocorreram na nossa sociedade em termos reais e concretos.Observamos como isto ocorreu, ao longo do tempo, que se denominou Revoluções Industriais.
A primeira Revolução Industrial que começou na Inglaterra no fim do século XVIII e depois se expandiu para o resto do mundo, no século XIX, teve como marco significativo a máquina a vapor, a indústria do aço, e o surgimento das ferrovias. Neste momento, a máquina a vapor começa a modificar a vida do trabalhador.
Na segunda Revolução Industrial, que surgiu no século XIX, e é caracterizada pelo aparecimento do aço, energia elétrica, petróleo e indústria química, temos uma nova presença do trabalhador, não só pelas substituições inevitáveis, como pelas relações no mundo do trabalho, marcadas pela administração fordista.
A terceira Revolução Industrial, marca dos últimos trinta anos, caracteriza-se por uma acelerada transformação no campo tecnológico, com conseqüências não só no mercado de bens de serviço e de consumo como também, no modo de produção e na qualificação necessária dos novos trabalhadores e nas relações sociais.Essa fase é marcada ,segundo Schaff, por uma tríade revulucionária: microeletrônica, a microbiologia e a energia nuclear, o que nos levará, segundo o autor, a um desenvolvimento da humanidade.
Baptista (1993) diz que existem três grandes elementos na técnica (o autor designa a tecnologia como ciência da técnica), que são fatores determinantes nas grandes linhas de sua evolução: a energia, o material e a informação. Acrescenta também, o autor que os grandes marcos da evolução técnica são sempre e claramente assinalados pela renovação de cada um desses fatores:
a revolução industrial troca a madeira pelo ferro;
a revolução tecnológica dos séculos XIX e XX troca o carvão pelo par petróleo-eletrecidade;
a revolução informática troca tratamento analógico da informação (via homem) pelo processamento digital (via máquina).
Com o título de As Empresas Intangíveis, a Revista Ícaro, nº166 junho.1998, pág. 51, enfoca que esses processamentos digitais estão promovendo uma revolução silenciosa que movimenta bilhões, induz à mudanças culturais e se tornaram questão de sobrevivência às empresas.
Os grandes agentes dessa transformação são companhias que detêm o que se pode chamar de patrimônio intangível: a tecnologia.
Ricardo Santos, diretor de marketing de alianças da brasileira Datasul, localizada em Joinville, afirma: “O futuro é a transparência nas informações. De qualquer parte do mundo ou situação, o executivo poderá acessar a base de dados de sua empresa e gerenciar a sua produção”.
Uma vez que a tecnologia é colocada à disposição da sociedade ou do mercado, ela passa a ter valor que é determinado pela forma como vai ser adquirida. O valor de consumo, ou mesmo o valor como bem à sociedade, mais do que imposto pelos tecnólogos, ele é imposto pela própria sociedade.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Feudalismo
"A palavra feudalismo ou sistema feudal foi o modo de organização da vida em sociedade que caracterizou a Europa durante grande parte da Idade Média. Ele não foi igual em todas as regiões européias, variando muito de acordo com a época e o local"1
Divisão de um feudo
"A palavra feudo significa propriedade. Um feudo podia ser uma área de terra, um cargo, uma função eclesiástica ou o direito de receber alguma vantagem. Mas, quase sempre, o feudo era uma extensão de terra, concedida a alguém como "benefício", em troca de serviços. De qualquer modo, receber um feudo era adquirir
poder sobre bens materiais e sobre as pessoas que dependiam desses bens."2
O surgimento do feudalismo está associado à "decadencia do Império Romano, a conquista final de Roma e a formação dos reinos bárbaros. Essas transformações deram origem aos traços do sistema feudal, "cujas características foram:
Declínio das atividades comerciais, artesanais e urbanas;
a hierarquização social através dos estamentos;
a descentralização do poder político em torno dos senhores feudais;
a importância do trabalho dos servos, cujos ombros suportavam quase todos os serviços responsáveis pela subsistência material da sociedade."1
Entre as contribuições dos romanos para o sistema feudal, podemos citar o conceito de vila, que eram unidades do mundo rural; o colonato, sistema de trabalho serivl que se desenvolveu com a decadência do império romano, substituindo a mão de obra escrava; e a fragmentação do poder político, fruto da instabilidade existente no final do período imperial romano.
Entre as contribuições dos bárbaros ou germânicos para o feudalismo foi a economia agropastoril, onde as atividades básicas da economia se baseia no plantio e criação de animais; no conceito de comitatus, relação de fidelidade unindo o chefe militar e seus guerreiros; e o beneficium, que é a recompensa que os chefes militares davam aos seus soldados após obter alguma conquista.
Com o decorrer das invasões bárbaras que se iniciaram no século V, ocorreu uma "divisão do poder político entre os grandes proprietários de terras, isto é, os senhores feudais. Os reis continuaram existindo, mas sem poderes plenos e efetivos. Os senhores feudais, reunindo funções administrativas, judicárias e militares, governavam seus feudos de maneira autônoma, mandando e desmandando em suas regiões.
A união social era garantida pelos laços de vassalagem. Nessa relação, encontramos, de um lado, o suserano (proprietário que concedia feudos a seus protegidos) e, de outro lado, o vassalo (pessoa que recebia feudos do suserano, prometendo-lhe fidelidade).
Cerimônia de insvestidura
Entre suseranos e vassalos estabelecia-se um contrato de vassalagem, que tinha início com a transmissão do feudo e compreendia dois atos solenes:
Homenagem - Juramento solene de fidelidade do vassalo perante seu suserano.
Investidura - entrega do feudo feita pelo suserano ao vassalo.
Direitos e deveres
Uma série de direitos e de deveres competia a suseranos e vassalos.
Suserano - Dar proteção militar e prestar assistência judiciária aos seus vassalos; receber de volta o feudo, caso o cvassalo morresse sem deixar herdeiros; proibir casamento entre seus vassalos e pessoas que não lhe fossem fiéis.
Vassalo - Prestar serviço militar, durante certo tempo, a seu suserano; libertar o suserano, caso ele fosse aprisonado; comparecer ao tribunal presidido pelo susernano toda vez que fosse convocado"1
O feudalismo representou a base do sistema político e econômica da Europa durante toda a Idade Média, ou seja, entre os séculos V ao XIV. As suas estruturas acabaram por ir além da Idade Média, apresentando-se na Europa até o século XIX.
Filosofia

A História da Filosofia costuma datar sua criação no século VI a.C., quando pensadores gregos iniciaram a indagação a respeito da racionalidade do mundo e partiram em busca da compreensão de sua natureza (Physis). Esta busca reflete o processo social, político e cultural por que passavam as ilhas gregas nesse período, e a Filosofia ganhou força quando se fortaleceu a superação da interpretação mítica rumo ao pensamento racional.
Há uma tradição que atribui a Pitágoras de Samos (séc. VI a.C.) a criação do termo Filosofia. A Filosofia, para ele e para a maioria dos gregos, signficava a busca da sabedoria, o amor por ela. Isto porque, para eles, a posse real da sabedoria era privilégio apenas dos deuses, sendo que aos humanos restava apenas buscá-la e amá-la, sem jamais possuí-la completamente. Era, de fato, um conceito religioso de Filosofia, mas que permanece até hoje. Mas há ainda outras características importantes que perfilam a Filosofia Antiga.
Vejamos.
O seu conteúdo procura sempre compreender as coisas a partir da totalidade, isto é, abranger toda a realidade, sem excluir partes e sem dividi-la em pormenores. A Filosofia Antiga vai perguntar sempre sobre o princípio de todas as coisas e seu objeto de estudos é a totalidade da realidade e do ser. Para alcançar tal intento, ela vai perscrutar sobre o primeiro princípio de todas as coisas, o porquê anterior a todas as causas, a causa não causada. Os gregos chamam este princípio de Physis (a essência de tudo). Inicialmente os pensadores chamados pré-socráticos vão procurar a Physis na natureza, no mundo que existe antes mesmo dos seres humanos. Por isso, são chamados de Físicos.
O método da Filosofia Antiga é a compreensão racional da totalidade do ser. Isto quer dizer que, diferentemente das explicações míticas ou religiosas, os filósofos devem fundar suas pesquisas e argumentos sobre o raciocínio lógico, buscando as causas dos fenômenos. Enquanto o mito e a religião buscam compreender o mundo através da crença e da narrativa, a Filosofia vai fundamentar suas explicações na Razão (Lógos). Este é o seu método, que, aliás, foi herdado por quase todas as ciências que conhecemos hoje.
O objetivo da Filosofia Antiga é bastante pretensioso: conhecer e contemplar a verdade. Para os gregos, contemplar (Theorein) significa conhecer racionalmente sem se envolver com o objeto conhecido. Do verbo Theorein é que deriva a nossa palavra Teoria. Tal sentido está ainda muito presente nas ciências atuais, que acreditam na possibilidade de um conhecimento realmente objetivo, neutro e imparcial da realidade. Esta crença é uma herança forte da Filosofia grega, que se propôs um objetivo arquimediano: olhar e conhecer a realidade a partir de um ponto-de-vista abstrato, fora do real, de onde apenas os deuses (e os demônios) podiam contemplar o mundo. Esta é a marca fundamental da Filosofia Antiga que condicionou indelevelmente o Ocidente.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
A Melhor Maneira de Estudar

Algumas sugestões dadas por três especialistas no assunto – os educadores Maria Helena Guimarães de Castro, Claudio de Moura Castro e Maria Inês Fine. Eles estão de acordo sobre as principais estratégias para passar no vestibular
CURSINHO: É útil por dois motivos: promove uma revisão das matérias do ensino médio e dá aos alunos apoio nos estudos até a véspera da prova. Uma pesquisa recente constatou a eficiência desse tipo de reforço. Concluiu o trabalho que o fator que mais tem determinado o sucesso dos estudantes no vestibular da Universidade de Campinas é justamente o cursinho. Nenhum curso preparatório para o vestibular, no entanto, compensará uma base escolar deficiente, advertem os especialistas ouvidos por VEJA
AMBIENTE: Deve ser silencioso e agradável. Quem não encontrar em casa um lugar que reúna tais características deverá estudar numa biblioteca ou na escola
CARGA HORÁRIA: Três horas diárias de estudo em casa, segundo os educadores, é o suficiente. Na véspera do concurso, esse tempo pode aumentar, dependendo da necessidade de cada estudante. Atenção na dose: está demonstrado, por meio de pesquisas, que o excesso de estudo causa stress e pode atrapalhar
LAZER: É fundamental para o bom desempenho nos estudos, dizem os especialistas. Eles recomendam pelo menos duas horas diárias de descanso para a mente
INTERVALOS: Pesquisas concluíram que os alunos mantêm concentração absoluta nos estudos durante cerca de vinte minutos interruptos. Por essa razão, os especialistas recomendam que se façam intervalos de dois minutos depois desse período. Isso ajuda a elevar a produtividade
Mais escolhas:
O último censo do ensino superior, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), retrata um crescimento veloz na oferta de novas carreiras: o número quadruplicou nos últimos dez anos. A maioria tem como origem antigas especializações que, recentemente, ganharam status de cursos universitários. Alguns exemplos:• Gestão bancária• Gastronomia • Gestão de supermercados• Lazer e entretenimento• Design e produção de games• Logística
sábado, 24 de janeiro de 2009
História do Automóvel

O primeiro veículo motorizado a ser produzido com propósito comercial foi um carro com apenas três rodas. Este foi produzido, em 1885, pelo alemão Karl Benz e possuía um motor a gasolina. Depois foram surgindo outros modelos, vários deles com motores de dois tempos, inventado, no ano de 1884, por Gottlieb Daimbler.
Algum tempo depois, uma empresa francesa, chamada Panhard et Levassor, iniciou sua própria produção e venda de veículos. Em 1892, Henry Ford produziu seu primeiro Ford na América do Norte.
Os ingleses demoraram um pouco mais em relação aos outros países europeus devido à lei da bandeira vermelha (1862). Esta impunha aos veículos transitar somente com uma pessoa em sua frente, segurando uma bandeira vermelha como sinal de aviso. O Lanchester foi o primeiro carro inglês, e, logo após dele, vieram outros como: Subean, Swift, Humber, Riley, Singer, Lagonda, etc.
No ano de 1904, surgiu o primeiro Rolls Royce com um radiador que não passaria por nenhuma transformação. A Europa seguiu com sua frota de carros: na França (De Dion Bouton, Berliet, Rapid), na Itália (Fiat, Alfa-Romeo), na Alemanha (Mercedes-Benz), já a Suíça e a Espanha partiram para uma linha mais potente e luxuosa: o Hispano-Suiza.
Após a Primeira Guerra Mundial, os fabricantes partiram para uma linha de produção mais barata, os automóveis aqui seriam mais compactos e fabricados em séries. Tanto Henry Ford, nos Estados Unidos da América, quanto Willian Morris, na Inglaterra, produziram modelos como: o Ford, o Morris e o Austin. Estes, tiveram uma saída impressionante das fábricas. Impressionados com o resultado, logo outras fábricas começaram a produzir veículos da mesma forma, ou seja, em série.
Carro antigo: Lagonda modelo 1938
No caso do Brasil e também em outros países da América Latina, esta evolução automotora chegou somente após a Segunda Guerra Mundial. Já na década de 30, fábricas estrangeiras, como a Ford e a General Motors, colocaram suas linhas de montagem no país. Porém, foi somente em 1956, durante o governo de Juscelino Kubitschek que as multinacionais automotivas começaram a montar os automóveis. Primeiramente fabricaram caminhões, camionetas, jipes, furgões e, finalmente, carros de passeio. Esta indústria foi iniciada pela Fábrica Nacional de Motores, que era responsável pela produção de caminhões pesados. Posteriormente vieram: automóvel JK com estilo Alfa-Romeo, Harvester, Mercedes-Benz do Brasil com seus caminhões e ônibus, a Scania-Vabis e a Toyota.
Logo depois, carros de passeio e camionetas começaram a ser fabricados: Volkswagem, DKW-Vemag, Willys-Overland, Simca, Galaxie, Corcel (da Ford), Opala (da Chevrolet), Esplanada, Regente e Dart (da Chrysler). Todos estes veículos, embora montados no Brasil, eram projetados nas matrizes européias e norte-americanas, utilizando a maioria de peças e equipamentos importados.
Diferente de antigamente, hoje o automóvel possui características como conforto e rapidez, além de ser bem mais silencioso e seguro. Nos últimos anos, os carros vêm passando por inúmeras mudanças, e estas, os tornam cada vez mais cobiçados por grande parte dos consumidores. Todo o processo de fabricação gera milhões de empregos em todo mundo e movimenta bilhões de dólares, gerando lucros para as multinacionais que os fabricam.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
A História do Titanic

A história do Titanic e dos dois outros navios gémeos começa num jantar na mansão londrina de James P. Morgan, sócio maioritário dos maiores estaleiros do mundo, Harland & Wolff.
Nesse jantar do dia 10 de Junho de 1907 com Bruce Ismay, presidente da “White Star Line”, foi decidida a construção dos três maiores navios do mundo: O Olympic, o Titanic e o Jagantic que, após a tragédia com o Titanic, seria rebaptizado de Britanic.
Era objectivo desta companhia concorrer na rota do Atlântico com a Cunard Line, proprietária das embarcações MAURiTANIA e LUSITANIA.
Curiosamente ou talvez não, a casa onde nasceu o Titanic, é hoje a embaixada da Espanha no Reino Unido.
Embora a companhia de navegação “White Star Line” tivesse sido fundada em 1869 na Inglaterra, desde 1902 fazia parte de uma holding norte-americana chamada “International Mercantil Marine”.
O seu presidente era Bruce Ismay, apontado por muitos historiadores como o principal causador da tragédia do Titanic.
Bruce Ismay era passageiro do Titanic na viagem de inauguração e foi ele quem deu ordens ao capitão Smith para viajar à velocidade máxima, mesmo numa zona de icebergs.
Não morreu no acidente porque tomou o lugar de uma senhora num dos botes salva-vidas. Foi posteriormente rejeitado pela sociedade britânica, tendo morrido só na sua mansão nos arredores de Londres.
Um ano e meio depois do jantar na mansão de James Morgan, foi iniciada a construção do Titanic. Era a manhã do dia 31 de Março de 1909.
Embora nos estaleiros “Harland & Wolff” trabalhassem mais de 14 mil operários, apenas 1700 homens trabalharam duramente durante 27 meses para acabar a construção do Titanic.
Para a construção foram necessárias 27 mil toneladas do melhor aço. O casco era composto por chapas de aço de 2,5cm de expessura que se uniam com mais de 3 milhões de rebites. Note-se que nessa altura ainda não tinha sido inventada a soldadura, usando-se rebites para a união das chapas.
A construção do navio custou à White Star Line 10 milhões de dólares de 1912, uma astronómica soma para a época, correspondendo a uns 1000 milhões de Euros.
O dinheiro para financiar esta construção veio dos Estados Unidos, mais concretamente de James Morgan.
Foi lançado à água no dia 31 de Maio de 1911 pelas 12 horas. A este acto tão importante assistiram, para além do presidente da Câmara de Belfast, James Morgan e todos os directores, pessoal da empresa construtora e da companhia de navegação e mais de 100 mil pessoas que se amontoaram pelos arredores dos estaleiros para presenciarem o nascimento do navio dos sonhos.
Foi um acto impressionante, como tudo o que estava relacionado com o Titanic, por exemplo, as suas dimensões: Desde a coberta principal até à quilha tinha 57 metros de altura, desde a proa até à popa 270 metros de comprimento e 30 de largura. Na coberta do Titanic poderiam ter sido construídos 3 campos de futebol. Cada uma das 3 âncoras pesava 15 toneladas. O casco pesava 46 mil toneladas de peso bruto. As duas hélices laterais de 3 pás, mediam 7 metros de diâmetro e pesavam 38 toneladas cada uma. A hélice do meio, de 4 pás, media 5 metros e pesava 22 toneladas.
Era capaz de deslocar 52.250 toneladas. A propulsão era assegurada por 29 caldeiras com 159 fornalhas, proporcionando uma potência total de 46.000 hp e 3 hélices permitiam uma velocidade de até 24 nós. Tinha capacidade para 3547 pessoas (passageiros e tripulação).
O Titanic teve a sua construção (sob número de quilha 401 da Harland & Wolff) iniciada a 31 de Março de 1909 tornando-se o maior objeto móvel construído pelo homem.
Em Julho de 1911 é marcada a data da viagem inaugural do Titanic : 20 de Março de 1912 .
Devido ao embate do Olympic com o cruzador da marinha britânica Hawke, ficando com importantes avarias que obrigaram o estaleiro a fornecer homens e materiais para efectuar as reparações do Olympic, a primeira viagem do Titanic foi adiada para o dia 10 de Abril de 1912.
A 3 de Fevereiro de 1912, O Titanic deu entrada na Thompson Graving Dock, concluíram-se os acabamentos e iniciaram-se os testes de mar onde foram realizadas manobras para testes da embarcação e dos seus equipamentos.
No dia 2 de Abril partiu, sob o comando do Capitão Bartlett, para Southampton (a 570 milhas), o porto base para as viagens que começaria a realizar. Onde chegou na madrugada do dia 4 e iniciou o carregamento de carga e suprimentos, além de receber a bordo a maior parte da tripulação.
A embarcação ficou pronta para zarpar na sua viagem inaugural no dia 9 de Abril.
No dia 10 de Abril, às 07:30 tomou o comando o Capitão Edward J. Smith, antigo comandante da Olympic.
Este capitão tinha sido escolhido com cuidado. Era o mais experiente da companhia, em 35 anos de trabalho nunca sofrera nenhum acidente de maior. Era chamado o “capitão dos ricos” uma vez que era ele quem comandava os navios de luxo que transportavam milionários e famosos. Depois de 35 anos de trabalho esta seria a sua última viagem esperando--o uma merecida reforma!
Das 09:30 às 11:00 foi realizado o embarque dos passageiros das 2a. e 3a. classes. Os passageiros da 1a. classe embarcaram às 11:30.
Era meio-dia em ponto quando o Titanic soltou as amarras do cais número 44 da White Star Line no porto inglês de Southempton.
2208 pessoas entre passageiros e tripulantes viajaram a bordo do maior navio do mundo que efectuava a sua viagem inaugural. Ironicamente esta seria a sua primeira e última viagem.
O Titanic partiu sendo levado por rebocadores para fora do porto. Um incidente ocorreu quando O Titanic já navegando pelos seus próprios meios passou próximo da embarcação New York. A deslocação da água que o seu movimento provocou fez com que as amarras da outra embarcação se quebrassem e a popa da mesma fosse na sua direcção. Graças a uma rápida intervenção da tripulação da New York a colisão foi evitada por apenas 2 metros.
Depois de saído do porto de Southempton, o Titanic dirigiu-se ao porto francês de Cherbourg ancorando na sua doca já que um navio tão grande não cabia no interior do porto.
Aí, e por meio de botes, subiram passageiros, principalmente de primeira e segunda classe.
No porto irlandês de Queenstown embarca passageiros de terceira classe, mercadoria e correio. Deixou este porto na tarde do dia 11.
Era a última escala antes de chegar a New York.
Willian Murdock teve um papel muito importante na história do Titanic, tanto pelo papel que desempenhava no navio, como pelo seu comportamento pessoal e coragem demonstradas no momento da colisão com o iceberg.
Murdock era o 1º oficial do navio e era ele que se encontrava ao comando quando se deu o choque. Em décimos de segundo teve de decidir o que fazer e a primeira ordem foi fechar de imediato as portas estanques.
O papel deste oficial também foi importante durante a evacuação dos passageiros. Era o responsável pela coberta “A” e, ao contrário do que se passava nas outras cobertas, ordenou que enchessem completamente os botes salva-vidas mesmo que fosse com homens. Graças a esta ordem 80% dos homens que se salvaram a ele devem a vida.
Na coberta “B” não foi permitido o embarque de nenhum homem e estes arrearam só com mulheres e crianças de forma que só levaram metade das pessoas que se poderiam ter salvo. Alguns botes foram lançados ao mar com 14 ou 15 pessoas enquanto que a sua capacidade era para 72.
Murdock morreu congelado no mar por já não ter forças para entrar para o último dos botes salva-vidas que ele ajudara a lançar à água.
A esplêndida coberta superior era utilizada pelos passageiros de primeira classe para passear, conversar e apanhar sol, podendo usar para tal confortáveis cadeiras reclináveis.
Foi graças a algumas destas cadeiras que, atiradas à água e flutuando no mar gelado, permitiram que alguns passageiros se salvassem.
Um dos símbolos da beleza, do esplendor e do luxo do Titanic era a grande escalinata de proa. Ao entrar, depois de um passeio pela coberta, notava-se como a luz natural penetrava pela cúpula de ferro e vidro reflectindo a sua luz nas pálidas madeiras de carvalho e nas suas douradas balaustradas.
Na parede do patamar superior podia ver-se um painel também de carvalho talhado, com um relógio cercado por duas figuras que simbolizavam a honra e a glória que estavam por cimadeste, demonstrando como a honra e a glória devem estar sempre acima do tempo.
Por esta grande escalinata desciam os passageiros da primeira classe à sala de jantar.
Muito perto da sala de fumo da primeira classe existia o luxuosíssimo restaurante francês “A la Carte”. Este restaurante, administrado por uma empresa hoteleira francesa, era muito selecto mesmo para os passageiros de primeira classe que tinham de pagar um suplemento para comer na sua luxuosa sala.
A fim de satisfazer os gostos dos passageiros de primeira classe, existiam oito estilos diferentes de decoração das cabines. Em qualquer deles ressaltava o luxo e o conforto que tinham aqueles quartos, móveis de carvalho, painéis esculpidos à mão, uma sala de jantar e casa de banho completa com água quente e fria.
Mesmo os quartos reservados à terceira classe eram muito bons para a época e podem ser ainda hoje comparados aos de segunda dos navios actuais.
Era, sem dúvida, o hotel mais luxuoso do mundo e cada passageiro da primeira classe pagou o equivalente a 80 mil euros para embarcar no navio.
No entanto teve vida curta, apenas quatro dias: de quinta, dia 11, a domingo, dia 14.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Praias do Rio de Janeiro

Conhecida como a Princesinha do Mar, Copacabana é uma síntese da cidade do Rio. Impossível falar da praia sem falar do bairro. Com seus milhares de habitantes, Copacabana é um bairro com uma população bastante heterogênea. São ricos, pobres, famosos e desconhecidos que fazem a alma de Copacabana. A praia possui seis postos de salvamento que são ótimas referências geográficas. Sua faixa de areia é bastante longa (exceto próximo ao Posto 6), o que propicia a prática de diversos esportes. Na areia, o visitante pode encontrar diversos produtos a venda. Bebidas, comidas, protetores solares, bijuterias e cangas(toalhas para deitar na areia) estão entre eles. O mar costuma ser calmo com ondas pequenas, mas é bom evitar nadar para muito longe. No verão e, principalmente, nos fins de semana o número de freqüentadores aumenta consideravelmente. Vale a pena visitar o Forte de Copacabana no Posto 6, palco de eventos históricos do Brasil e sede do Museu Histórico do Exército.
Leme
O praia do Leme fica à esquerda de Copacabana e a fronteira entre as duas passa quase que por desapercebida. O Leme é uma extensão do bairro de Copacabana.
Ipanema
Este pedaço de areia ficou mundialmente conhecido pela música "Garota de Ipanema", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Assim como Copacabana, não se pode falar da praia sem falar do bairro. Ipanema, uma antiga vila de pescadores, é um berço cultural do Rio e, conseqüentemente, do Brasil. De lá vieram a moda de praia e grandes compositores que ajudaram a criar a Bossa Nova. Ipanema, em tupi-guarani, significa água perigosa. Apesar disso, o mar é bom para a prática de esportes aquáticos como surfe e bodyboard. Nas areias de Ipanema há com freqüência shows musicais gratuitos para o público, geralmente à noite. As mulheres bonitas são outra grande atração da praia.
Arpoador
Localizada entre Copacabana e Ipanema, o Arpoador possui atualmente uma faixa de areia muito curta. Não se esqueça de visitar as pedras do Arpoador, o local mais lindo para se apreciar o mar e o pôr-do-sol.
Leblon
A praia do Leblon é uma extensão à direita da praia de Ipanema. Não é tão freqüentada, mas a larga faixa de areia permite a prática de vários esportes. O Mirante do Leblon, localizado no extremo canto direito permite uma vista deslumbrante, principalmente quando o mar está em ressaca. Atenção: Devido a problemas de poluição, esta praia geralmente está imprópria para o banho.
Vidigal
Fica ao pé do Morro Dois Irmãos, junto ao Hotel Sheraton. Seu acesso é difícil e geralmente está poluída.
São Conrado/Pepino
Estas praias, uma ao lado da outra sofrem com a poluição constante. No canto direito o visitante pode fazer um vôo de asa-delta.
Joatinga
Praia de difícil acesso mas de grande beleza, uma vez que, embora esteja no meio da cidade, parece isolada do mundo. A faixa de areia é muito pequena no inverno e a praia só vale a pena ser freqüentada no verão, quando o sol permanece por mais tempo. Para chegar lá, o visitante tem que seguir de carro pela Estrada do Joá, como se estivesse indo para o clube Costa Brava (informe-se melhor na recepção de seu hotel). Ainda é preciso fazer uma pequena descida até a praia, caminhando sobre as pedras. Não é aconselhável para idosos, gestantes e deficientes físicos.
Barra da Tijuca
É a praia urbana de maior extensão no Rio de Janeiro. São quilômetros de praia que possibilitam a prática de esportes aquáticos (ideal para o windsurfe). No início, localiza-se a Praia do Pepê, ponto de encontro de pessoas jovens e mulheres bonitas. Pepê era o nome de um dos maiores atletas de esportes radicais do Brasil, morto num acidente de asa-delta. O mar da Barra costuma ser traiçoeiro e é bom ter cuidado. Vale a pena experimentar um dos sanduíches naturais da Barraca do Pepê.
Recreio dos Bandeirantes
Por ser continuação da praia da Barra, o Recreio possui as mesmas características.
Prainha - É a praia dos surfistas. Na Prainha o mar é excelente para a prática do surfe e a natureza no local é praticamente intocável.
As Primeiras Civilizações

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
O que é a Dengue?

Tipos de Dengue
Em todo o mundo, existem quatro tipos de dengue, já que o vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4.
No Brasil, já foram encontrados da dengue tipo 1, 2 e 3. A dengue de tipo 4 foi identificada apenas na Costa Rica.
Formas de apresentação
A dengue pode se apresentar – clinicamente - de quatro formas diferentes formas: Infecção Inaparente, Dengue Clássica, Febre Hemorrágica da Dengue e Síndrome de Choque da Dengue. Dentre eles, destacam-se a Dengue Clássica e a Febre Hemorrágica da Dengue.
- Infecção InaparenteA pessoa está infectada pelo vírus, mas não apresenta nenhum sintoma. A grande maioria das infecções da dengue não apresenta sintomas. Acredita-se que de cada dez pessoas infectadas apenas uma ou duas ficam doentes.
- Dengue ClássicaA Dengue Clássica é uma forma mais leve da doença e semelhante à gripe. Geralmente, inicia de uma hora para outra e dura entre 5 a 7 dias. A pessoa infectada tem febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos, manchas vermelhas na pele, dor abdominal (principalmente em crianças), entre outros sintomas.
Os sintomas da Dengue Clássica duram até uma semana. Após este período, a pessoa pode continuar sentindo cansaço e indisposição.
- Dengue HemorrágicaA Dengue Hemorrágica é uma doença grave e se caracteriza por alterações da coagulação sanguínea da pessoa infectada. Inicialmente se assemelha a Dengue Clássica, mas, após o terceiro ou quarto dia de evolução da doença surgem hemorragias em virtude do sangramento de pequenos vasos na pelo e nos órgãos internos. A Dengue Hemorrágica pode provocar hemorragias nasais, gengivais, urinárias, gastrointestinais ou uterinas.
Na Dengue Hemorrágica, assim que os sintomas de febre acabam a pressão arterial do doente cai, o que pode gerar tontura, queda e choque. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.
- Síndrome de Choque da DengueEsta é a mais séria apresentação da dengue e se caracteriza por uma grande queda ou ausência de pressão arterial. A pessoa acometida pela doença apresenta um pulso quase imperceptível, inquietação, palidez e perda de consciência. Neste tipo de apresentação da doença, há registros de várias complicações, como alterações neurológicas, problemas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame pleural.
Entre as principais manifestações neurológicas, destacam-se: delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia, paralisias e sinais de meningite. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Férias

sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Jesus e o Natal

Nesse triênio, o ano mais provável é 7 a.C. Pois nele se deu um evento astronômico que poderia explicar uma outra passagem da narrativa evangélica: a "estrela" natalina mencionada por Mateus. Trata-se da conjunção dos planetas Júpiter e Saturno, que produziu no céu um ponto de brilho excepcional. Se o astro de Mateus for mais do que um enfeite mitológico, ele deve corresponder a tal fenômeno, que certamente impressionou os astrônomos da época. Esses sábios, atraídos a Jerusalém pelo movimento aparente do ponto luminoso, seriam os "magos do Oriente", de que fala o evangelista.
Com o recenseamento de Lucas e a "estrela" de Mateus, conseguimos chegar o mais perto possível do ano do nascimento. O mês e o dia continuam, porém, em aberto.
O festival pagão X a festa de Natal. O 25 de dezembro é obviamente uma data simbólica. Nesse dia, ocorria em Roma o festival pagão do Solis Invictus (Sol Invencível). Realizado logo depois do solstício de inverno - quando o percurso aparente do Sol ocupa sua posição mais baixa no céu - o evento celebrava o triunfo do astro, que voltava a ascender no firmamento. Muito cedo, os cristãos associaram as virtudes solares a Jesus, atribuindo-lhe várias qualidades do deus Apolo. Não surpreende que acabassem por transformar o festival pagão na sua festa de Natal. Isso aconteceu por volta do ano 330 d.C.
A ascendência do Messias. Mateus, seguido por Lucas, afirma que Jesus nasceu em Belém - hoje em território palestino. Essa afirmação chegou a ser contestada por alguns estudiosos contemporâneos. Pois Belém era a cidade de Davi e, segundo a tradição, o Messias esperado deveria surgir entre a descendência desse antigo rei de Israel. Situar o nascimento em Belém - dizem os contestadores - era uma forma de legitimar Jesus na condição de Messias. Embora interessante, esse raciocínio crítico não se apoia em nenhuma prova convincente. Lucas, ao contrário, oferece um bom argumento a favor de Belém: José, o esposo de Maria, futura mãe de Jesus, pertencia a uma família originária daquela cidade e a regra do recenseamento exigia que cada indivíduo se alistasse em sua localidade de origem. Por isso, a maioria dos especialistas aceita Belém sem reservas.
O lugar onde Jesus nasceu. De passagem por essa cidade, José e Maria procuraram onde se alojar. Mas, segundo Lucas, "não havia um lugar para eles na sala". A palavra "sala" (katalyma, em grego) tanto pode designar uma pousada como a casa de algum parente de José. Estando o local cheio, devido ao grande número de pessoas vindas de outras regiões para o recenseamento, o casal teve que se acomodar do lado de fora, talvez sob um alpendre, junto à manjedoura dos animais. Foi aí que Maria deu à luz.
O nascimento de Jesus nesse local humilde, rejeitado pelas "pessoas de bem", possui um profundo significado teológico. Ele repete a saga de grandes personagens mitológicos, como o deus indiano Skanda-Murugan (correspondente ao Dioniso dos gregos), que nasceu entre os caniços do pântano. E anuncia a trajetória futura daquele que seria a mais perfeita expressão da figura arquetípica do "Servo de Deus".
domingo, 16 de novembro de 2008
Cultura Africana

Podemos identificar atualmente, na região sul do Saara, características da arte islâmica, assim como formas arquitetônicas de influência norte-africana. Pesquisas arqueológicas demonstram uma forte influência cultural e artística do Egito Antigo nas civilizações africanas do sul do Saara.
A arte africana é um reflexo fiel das ricas histórias, mitos, crenças e filosofia dos habitantes deste enorme continente. A riqueza desta arte tem fornecido matéria-prima e inspiração para vários movimentos artísticos contemporâneos da América e da Europa. Artistas do século XX admiraram a importância da abstração e do naturalismo na arte africana.
A história da arte africana remonta o período pré-histórico. As formas artísticas mais antigas são as pinturas e gravações em pedra de Tassili e Ennedi, na região do Saara (6000 AC ao século I da nossa era).
Igbo-Ukwu: arte africana em bronze
Outros exemplos da arte primitiva africana são as esculturas modeladas em argila dos artistas da cultura Nok (norte da Nigéria), feitas entre 500 AC e 200 DC. Destacam-se também os trabalhos decorativos de bronze de Igbo-Ukwu (séculos IX e X) e as magníficas esculturas em bronze e terracota de Ifé (do século XII al XV). Estas últimas mostram a habilidade técnica e estão representadas de forma tão naturalista que, até pouco tempo atrás, acreditava-se ter inspirações na arte da Grécia Antiga.
Os povos africanos faziam seus objetos de arte utilizando diversos elementos da natureza. Faziam esculturas de marfim, máscaras entalhadas em madeira e ornamentos em ouro e bronze. Os temas retratados nas obras de arte remetem ao cotidiano, a religião e aos aspectos naturais da região. Desta forma, esculpiam e pintavam mitos, animais da floresta, cenas das tradições, personagens do cotidiano etc.
A arte africana chegou ao Brasil através dos escravos, que foram trazidos para cá pelos portugueses durante os períodos colonial e imperial. Em muitos casos, os elementos artísticos africanos fundiram-se com os indígenas e portugueses, para gerar novos componentes artísticos de uma magnifíca arte afro-brasileira.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Carta-testamento de Getúlio Vargas

"Mais uma vez, a forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.
Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre.
Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder.
Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.
Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão.
E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História." (Rio de Janeiro, 23/08/54 - Getúlio Vargas)
sábado, 18 de outubro de 2008
A Importância do Verde

Você já imaginou um mundo sem plantas? Você andando de um lado para o outro ao longo das ruas e só vendo pedras, prédios, carros, lojas e fábricas? Ainda que fossem bonitos, teria a impressão de estar faltando algo. Mas, será que as plantas são apenas enfeites?
As plantas estão presentes na nossa vida diária, mas, na maioria das vezes, nem nos damos conta (...) pegue lápis e papel. Faça uma lista das coisas que você está vendo e que são feitas a partir de plantas. Quantas coisas encontrou? Peça a um amigo ou a uma outra pessoa que esteja perto que faça o mesmo. Compare as listas. Que tal você se saiu?
Além das frutas, legumes e verduras que comemos, as geléias, os Pães, o chocolate, o açúcar e a carne que existe por causa delas, como o boi com seu capim e a galinha com o milho. Viu só? Isso sem falar nos papéis, móveis e no próprio oxigênio. Tudo isso existe graças a elas. Se não fossem as plantas, nós e os outros animais não estaríamos aqui, agora.
Na verdade, vivemos num imenso jardim. Vamos passear por ele?